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  • Daniela Kostelnaki Ramos

Guarda compartilhada


O poder judiciário cada dia mais tem percebido da importância de ambos genitores serem responsáveis pelos filhos, o que tem gerado um grande número de concessões de guarda na forma compartilhada.


Ocorre, que muitas vezes a guarda compartilhada não tem seu conceito bem compreendido entre as partes, gerando angústias e expectativas entre as partes. Não é incomum que o genitor que não tem a fixação da residência do menor consigo "ameasse" o outro de requerer a guarda compartilhada, confundido-a com a guarda alternada, o que já se entende não ser o mais indicado e saudável ao menor.


É importante que tenha-se a consciência de que quando se trata de Direito de Família em que menores estão envolvidos, a maior preocupação e atenção dada é visando o bem estar do menor.


A ideia é equivocada de que o menor passará a conviver metade do mês na casa de um genitor e a outra metade na casa do outro. As crianças necessitam de rotinas e referências muito bem estabelecidas para crescerem saudáveis física e emocionalmente. Além claro de muitos pais acharem que não será devido alimentos em caso de guarda compartilhada.


Mas afinal, o que é efetivamente a guarda compartilhada? Fundamental entender que a guarda compartilhada busca a igualdade de direitos e deveres dos genitores, igualando suas responsabilidades e tomada de decisões na vida dos filhos. Mesmo que a guarda seja deferida de forma partilhada, a criança seguirá recebendo alimentos a serem administrados para custear suas despesas pelo genitor que o tem mais tempo consigo, é determinada a fixação de residência com um dos pais, e estabelece-se uma rotina que possibilite maior participação do outro genitor.


A guarda compartilhada nunca deve ser vista como uma ameaça, muito pelo contrário, deve ser vista como uma preocupação com o bem estar da criança, seu crescimento saudável e desenvolvimento como ser humano.


Lembrando que quem separa é o casal, e este deve solucionar suas diferenças e problemas sem que os filhos sejam utilizadas para atingir ao outro. A preocupação nestes casos em que exista filhos em comum é sempre pensando no melhor para este.



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©2019 por Araújo Advocacia.

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